Fim da multa de fidelidade em serviços de telefonia e TV é aprovado
Projeto busca proteger consumidores durante emergências sanitárias, eliminando encargos por rescisão antecipada.

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados deu um passo significativo em direção à proteção dos consumidores ao aprovar o Projeto de Lei 4403/20, que propõe o fim da cobrança de multa de fidelidade em contratos de serviços de telecomunicações e televisão por assinatura durante pandemias ou estados de calamidade pública. A proposta busca oferecer um alívio financeiro para indivíduos e famílias que enfrentam dificuldades econômicas decorrentes de crises sanitárias.
Atualmente, muitos contratos de serviços de telefonia, internet e TV preveem cláusulas de fidelidade que impedem o cancelamento antecipado sem a incidência de multas. O projeto reconhece que, em cenários de emergência como uma pandemia, a situação financeira dos consumidores pode se alterar drasticamente, tornando inviável a manutenção de tais serviços.
A relatora da proposta, deputada Erika Kokay (PT-DF), ressaltou a importância da medida, enfatizando que empresas não podem se aproveitar de um período de vulnerabilidade para impor prejuízos aos consumidores. A manutenção de contratos durante crises pode gerar um endividamento desnecessário, agravando a situação das famílias já afetadas.
O texto aprovado garante que os consumidores possam rescindir seus contratos sem ônus, desde que a motivação esteja diretamente ligada aos impactos econômicos ou sociais da pandemia ou calamidade. Isso inclui a perda de emprego, redução de renda ou outras circunstâncias adversas que comprometam a capacidade de pagamento.
Com a aprovação na comissão, o projeto segue agora para análise no Senado Federal. Contudo, há a possibilidade de que parlamentares apresentem um recurso para que a proposta seja debatida e votada também no plenário da Câmara dos Deputados, antes de seguir para a Casa Revisora. Este processo garantirá uma discussão mais ampla sobre a relevância e os impactos da lei.
A expectativa é que, se aprovada, a nova legislação traga maior segurança e flexibilidade aos consumidores em tempos de crise, permitindo-lhes adaptar seus gastos e prioridades sem serem penalizados por obrigações contratuais rígidas que não consideram eventos de força maior.
Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas
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