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Pressão Externa e Fiscal Limitam Queda de Juros no Brasil, Aponta Kinea

Cenário geopolítico e contas públicas impedem cortes mais agressivos da Selic, segundo o economista-chefe André Diniz.

Redação Cerrado em Foco
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Pressão Externa e Fiscal Limitam Queda de Juros no Brasil, Aponta Kinea
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A Kinea Investimentos, renomada gestora de recursos no país, apontou que o atual cenário global, marcado por incertezas geopolíticas, e a situação fiscal interna são os principais entraves para uma redução mais acentuada da taxa básica de juros, a Selic. A análise foi apresentada por André Diniz, economista-chefe da instituição, destacando que esses fatores limitam o espaço de manobra do Banco Central (BC) para um ciclo de afrouxamento monetário mais agressivo.

Diniz ressaltou que a escalada de tensões em diversas partes do mundo, com seus impactos na economia global, gera um ambiente de maior aversão ao risco. Tal cenário externo reverberou nas expectativas do BC, que não pode ignorar pressões inflacionárias ou desvalorizações cambiais que possam surgir em decorrência de eventos internacionais imprevisíveis.

Internamente, a preocupação central reside na saúde das contas públicas. O economista-chefe da Kinea sublinhou que a trajetória da dívida pública e a necessidade de ajuste fiscal exigem cautela. Um quadro fiscal deteriorado enfraquece a confiança dos investidores e pode pressionar a inflação, compelindo o BC a manter uma postura mais conservadora na condução da política monetária.

A gestora projeta que o patamar de juros a ser alcançado neste ciclo de cortes será mais elevado do que o antecipado anteriormente. A expectativa é que a Selic se estabilize em torno de 9,25% ao ano. Essa revisão reflete, em grande parte, a persistência dos riscos mencionados, que diminuem a margem para um relaxamento monetário mais amplo e acelerado.

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Para 2024, a Kinea ajustou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), prevendo um crescimento de 2%. A inflação, medida pelo IPCA, é esperada em 3,8%. Esses números indicam um cenário de crescimento moderado e inflação sob controle, mas ainda demandando prudência na gestão macroeconômica, especialmente no que tange aos juros.

Em contraste, a Kinea prevê uma recuperação notável da economia global em 2024, impulsionada por um desempenho robusto dos Estados Unidos e da Zona do Euro. Essa melhora, embora positiva, adiciona complexidade ao processo de decisão do Banco Central brasileiro, que precisa equilibrar as condições domésticas com as tendências econômicas e financeiras internacionais.

Diante desses desafios, a Kinea reforça a necessidade de o Banco Central agir com parcimônia, evitando decisões precipitadas. A manutenção de uma política monetária que considere tanto os ventos externos quanto os desafios fiscais internos é crucial para garantir a estabilidade econômica a longo prazo e consolidar a trajetória de queda da inflação sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas.

Fonte: Poder360

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