Lei aumenta penas para crimes de furto e roubo de combustíveis


Crimes de furto e roubo de combustíveis serão punidos com penas mais severas no país. A Lei nº 15.517/2026, publicada nesta quarta-feira (23.set.2026), passa a considerar crime vender e armazenar produtos de origem ilícita. Eis a íntegra (PDF – 148 kB).
A norma altera o Código Penal e a Lei nº 8.176/1991, estabelecendo punições mais rigorosas para a subtração de petróleo e derivados, gás natural, etanol e outros combustíveis de refinarias, bases de armazenamento, dutos e meios de transporte.
Pela nova legislação, o furto desses produtos passa a ser punido com pena de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa.
A pena poderá ser aumentada em 1/3 quando houver destruição de obstáculos, participação de duas ou mais pessoas, abuso de confiança ou envolvimento de agente público.
O acréscimo será de 2/3 nos casos em que o crime provocar consequências como desabastecimento, incêndios, danos ambientais, lesões corporais graves ou morte.
A lei também qualificou o crime de roubo de combustíveis. Nesses casos, a pena poderá ser ampliada quando a ação resultar em prejuízos à operação das empresas, falta de abastecimento, incêndios ou danos ambientais.
Além das mudanças no Código Penal, a legislação prevê novos crimes contra a ordem econômica relacionados à cadeia de combustíveis.
Passa a ser crime adquirir, transportar, armazenar, vender ou usar petróleo, gás natural, combustíveis e lubrificantes sabendo que os produtos têm origem criminosa. A pena prevista é de 3 a 8 anos de reclusão e multa.
A norma cita ainda punição para quem adquirir ou manter esses produtos em situações que indiquem origem ilícita, como nos casos de preços incompatíveis com o mercado ou oferta em condições suspeitas. Nessa hipótese, a pena varia de 1 a 4 anos de prisão, além de multa.
Fonte: Poder360
Leia também
SegurançaPF adia novo depoimento de Daniel Vorcaro sobre grupo 'A Turma'
A Polícia Federal adiou o depoimento do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, marcado para 5ª feira (24.set.2026), a pedido da defesa. Os investigadores buscam esclarecer informações sobre o grupo 'A Turma'. A defesa alegou não ter tido acesso integral às investigações.
SegurançaAdvogado Roberto Podval doa R$ 400 mil à campanha de José Dirceu
O advogado Roberto Podval doou R$ 400 mil à campanha de José Dirceu (PT) para deputado federal por São Paulo, tornando-se o maior doador pessoa física da candidatura. Com essa doação, Podval responde por cerca de 23% do total de R$ 1,730 milhão já arrecadado pela campanha. Ele é sócio de Dirceu em um escritório de advocacia.
SegurançaTCDF bloqueia bens de ex-dirigentes do BRB em até R$ 2,7 bilhões
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou o bloqueio de bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB) de até R$ 2,7 bilhões. A decisão, unânime, foi tomada devido a negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025. O bloqueio tem duração de um ano e foi limitado globalmente a R$ 2.761.749.206,55.
Mais lidas
- 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
- 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
- 3Plataforma Fatal Model busca investidores na XP Expert para expansão
- 4Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico
- 5PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa