Brasil proíbe foie gras e alimentação forçada de animais na produção
Nova legislação veta práticas cruéis na criação de animais para consumo, impactando principalmente a iguaria francesa.

A partir de agora, o Brasil não permitirá mais a produção e a comercialização de quaisquer produtos resultantes da alimentação forçada de animais. A Lei 15.475, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União, marca um avanço significativo na legislação de bem-estar animal no país, com prazo de 180 dias para sua efetivação.
A principal iguaria afetada por esta nova regra é o foie gras, um item da culinária francesa, cujo preparo envolve o aumento artificial do fígado de patos e gansos. Esse processo, conhecido como gavage, consiste na introdução de um tubo na garganta das aves para forçar a ingestão massiva de alimentos, levando a um inchaço anormal do órgão. A proibição abrange tanto produtos frescos quanto industrializados.
A origem da legislação remonta ao Projeto de Lei (PL) 90/2020, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE). O texto foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado em 2022 e recebeu a sanção final da Câmara dos Deputados em abril deste ano. O senador Girão, ao defender a proposta, enfatizou o caráter cruel da técnica, descrevendo-a como uma tortura que causa extremo sofrimento aos animais.
A norma define a alimentação forçada como qualquer método, seja mecânico ou manual, que obrigue um animal a consumir alimentos ou suplementos além de sua saciedade natural. Tal imposição se dá através de instrumentos inseridos na garganta, esôfago, papo ou estômago do animal, provocando o inchaço do fígado em até doze vezes do seu tamanho normal devido ao acúmulo de gordura.
As consequências para quem descumprir a nova lei são severas, com enquadramento nas penalidades da Lei de Crimes Ambientais. Isso pode incluir detenção de três meses a um ano, além de multas. Adicionalmente, sanções administrativas como apreensão de animais e produtos, suspensão de atividades de fabricação e venda, embargo e inutilização de produtos também poderão ser aplicadas, reforçando o compromisso com a proteção animal.
Fonte: Senado Federal - Notícias
Leia também
INSS: Governo destina R$ 547 milhões para ressarcir descontos indevidos
O governo federal liberou R$ 547 milhões em crédito extraordinário via Medida Provisória, visando ressarcir beneficiários do INSS vítimas de descontos indevidos. A iniciativa busca reparar os lesados por um esquema fraudulento desvendado pela Polícia Federal, que envolveu cobranças irregulares nos últimos anos.
SegurançaCongresso analisa R$ 563,5 milhões para combater crime e impulsionar cultura
O Congresso Nacional examinará um projeto que aloca R$ 563,5 milhões para quatro ministérios e operações de crédito. Os fundos serão direcionados ao combate ao crime organizado, desenvolvimento alternativo e fomento às operações oficiais de crédito, entre outras iniciativas. O PLN 12/2026 aguarda designação de relator na Comissão Mista de Orçamento.
CCJ do Senado Prioriza Justiça Rápida e Combate Qualificado ao Crime
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, no primeiro semestre do corrente ano, um conjunto de medidas para otimizar o sistema judicial e intensificar o combate à criminalidade. As proposições visam desde a prevenção da sobrecarga processual em tribunais superiores até o endurecimento contra lavagem de dinheiro e tipificação de novos crimes.
Mais lidas
- 1SUS Expande Cuidados Paliativos com Apoio ao Luto para Famílias
- 2EUA Reafirmam Interesse em Eleições Brasileiras após Comentário de Lula
- 3Câmara aprova novas regras para cálculo de pensão alimentícia no 1º semestre
- 4Festival de Cultura Popular anima o Plano Piloto durante três dias
- 5Riacho Fundo II Recebe Terrenos para 90 Moradias Populares

