Willian Ferreira detalha banco de talentos para pessoas com deficiência do GDF


Como uma pessoa com deficiência consegue emprego no Distrito Federal? Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, nesta quinta-feira (18), o secretário da Pessoa com Deficiência do DF, Willian Ferreira da Cunha, detalhou o funcionamento do banco de talentos mantido pelo GDF.
Segundo ele, o governo mantém hoje cerca de 120 empresas cadastradas e faz a ponte entre o candidato e a vaga, em parceria com o Ministério Público do Trabalho. “Hoje nós temos em torno de 120 empresas cadastradas no nosso banco de dados, atuamos em parceria com o Ministério Público do Trabalho. A gente faz capacitação, faz dia D. Teve empresas recentemente que disponibilizaram 35 vagas e a gente levou pessoas específicas para essas 35 vagas”, explicou.
O secretário destacou que a secretaria mudou a forma de atuação. O que antes era Diretoria de Emprego e Renda, agora é Inclusão Profissional. “A gente mudou porque, quando pensamos no nome antigo, dá a conotação de que só estamos preocupados com o preenchimento de cotas. Quando falamos em inclusão profissional, nos preocupamos desde o processo seletivo até a permanência. Preencher cotas é um critério objetivo, mas a permanência e o processo seletivo também têm que ser adequados”, disse.
Na entrevista, Willian Ferreira também explicou que a secretaria não permite que a empresa escolha qual tipo de deficiência quer contratar. “O que a gente não permite é a empresa nos procurar e falar: eu tenho 50 vagas para pessoas com deficiência e quero as deficiências ‘tais’. Não. Ela disponibiliza a vaga e a gente manda o nosso fluxo de cadastro”, afirmou.
Ele fez ainda um alerta: as pessoas com deficiências moderadas ou graves têm ficado para trás no processo de contratação, já que muitas empresas ainda buscam deficiências leves apenas para cumprir a cota.
Questionado se ainda existem empresas que descumprem a lei, foi direto. “Infelizmente existe. Mas a nossa secretaria não tem o poder de punição, tem um poder de articulação. A ideia é andar junto com os empresários, demonstrar essa necessidade e mostrar que existem adaptações razoáveis que a lei permite e que não geram custo para ele. É fazer esse trabalho conjunto de sensibilização para garantir a permanência da pessoa com deficiência dentro da empresa.”
A Lei de Cotas, Lei nº 8.213/91, determina que empresas com 100 ou mais funcionários devem reservar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência.
Fonte: Oito Quatro Notícias
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