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Segurança

PCDF desarticula grupo milionário de fraudes contra empresas no Centro-Oeste

Operação Colheita mira esquema de estelionato e lavagem de dinheiro com prejuízos superiores a R$ 770 mil em golpes em diversos estados.

Redação Cerrado em Foco
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PCDF desarticula grupo milionário de fraudes contra empresas no Centro-Oeste

A Polícia Civil, por meio da 8ª Delegacia de Polícia (DP) na Estrutural, lançou a Operação Colheita para combater uma sofisticada rede de fraudadores que aplicava golpes milionários contra empresas. O grupo é suspeito de causar prejuízos que já somam mais de R$ 770 mil apenas em golpes no Centro-Oeste, com ramificações em Goiás, Santa Catarina e Minas Gerais.

A investigação teve início após uma empresa do Centro-Oeste reportar a retirada fraudulenta de quatro máquinas agrícolas, dois tratores de R$ 70 mil cada, um trator de R$ 120 mil e uma mini escavadeira de R$ 250 mil, totalizando um prejuízo de R$ 510 mil. Posteriormente, outra vítima foi induzida a entregar um trator avaliado em R$ 264 mil, elevando o montante dos golpes a um patamar significativo.

Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva na cidade de Ituiutaba, em Minas Gerais. A operação resultou na apreensão de uma arma de fogo, dispositivos eletrônicos, documentos e dinheiro em espécie, além do bloqueio judicial de até R$ 1 milhão em ativos financeiros dos investigados.

O modus operandi do grupo envolvia o contato com empresas por aplicativos de mensagens, onde se apresentavam falsamente como representantes de pessoas jurídicas conhecidas. Utilizavam contratos, pedidos de compra, procurações, documentos de identificação e assinaturas adulteradas, além de criarem sites falsos para simular a legitimidade das transações. Os bens eram liberados para pagamento a prazo, mas nunca chegavam ao destino informado.

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Liderado por um homem de 45 anos conhecido como "Portuga", o esquema contava com a participação de um familiar de 19 anos, que cedia sua identidade para ocultar a autoria das fraudes, e um terceiro integrante de 38 anos, responsável pela falsificação de documentos. A rede criminosa também utilizava dados de outros familiares e identidades de terceiros, alternava números de telefone e empregava contas bancárias vinculadas a outras pessoas para dificultar o rastreamento.

Os suspeitos responderão por crimes como organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, podendo enfrentar penas que, somadas, chegam a 28 anos de reclusão, além de multas. A Operação Colheita contou com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PCDF, destacando a complexidade e a abrangência da atuação do grupo criminoso.

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Fonte: G1 DF

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