Corte na Selic é 'tímido' para setor produtivo e trabalhador do DF
Representantes da indústria e sindicatos criticam redução de 0,25 p.p. na taxa de juros pelo Copom, pedindo medidas mais audaciosas para aquecer a economia local.


A mais recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, foi recebida com frustração por entidades representativas da indústria e dos trabalhadores. Para o setor produtivo e os sindicatos, o corte anunciado é aquém das necessidades da economia e considerado "tímido" para gerar um impacto significativo.
Na visão dessas organizações, a modesta diminuição nos juros não consegue aliviar substancialmente o endividamento das empresas, especialmente as pequenas e médias, nem o peso financeiro sobre as famílias. Elas argumentam que o patamar atual da Selic continua a inibir investimentos, frear o consumo e dificultar a geração de empregos.
Líderes industriais destacam que o custo do crédito permanece elevado, o que desestimula a expansão dos negócios e a modernização. Eles esperavam uma redução mais ousada, que pudesse de fato sinalizar um ambiente econômico mais favorável ao crescimento e à competitividade.
Por sua vez, representantes dos trabalhadores apontam que a manutenção de juros altos impacta diretamente o poder de compra da população e as condições de emprego. Uma Selic em patamar elevado encarece financiamentos, empréstimos e, consequentemente, a vida do cidadão comum, desacelerando o mercado.
As entidades convergem na crítica de que o Banco Central deveria adotar uma postura mais agressiva na política monetária. Há um consenso de que um corte maior na Selic seria crucial para estimular o investimento produtivo, dinamizar o mercado interno e proporcionar um fôlego maior para a recuperação econômica após períodos de instabilidade.
O chamado do setor produtivo e dos sindicatos é para que o Copom reavalie sua estratégia nas próximas reuniões, considerando a necessidade urgente de um impulso robusto para aquecer a economia. A expectativa é por medidas que realmente incentivem o crescimento sustentável e a melhoria das condições de vida e trabalho.
Fonte: Oito Quatro Notícias
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