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Viagogo sob Escrutínio Governamental por Falta de Transparência

Senacon aponta práticas da plataforma de ingressos que confundem consumidores sobre a origem dos bilhetes.

Redação Cerrado em Foco
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Viagogo sob Escrutínio Governamental por Falta de Transparência

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) intensificou sua fiscalização sobre o comércio de ingressos online, colocando a plataforma Viagogo na mira de um processo administrativo. A Senacon, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, acusa a empresa de induzir o consumidor a erro, apresentando-se de forma ambígua que confunde sua função de revendedora com a de vendedora primária dos bilhetes para eventos.

Este processo busca assegurar que as relações de consumo sejam pautadas pela clareza e transparência, elementos essenciais para proteger os direitos dos cidadãos. A investigação visa determinar se a Viagogo cumpre integralmente o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que exige informações claras e precisas sobre os produtos e serviços oferecidos.

Um dos pontos cruciais levantados pela Senacon é a forma como a Viagogo exibe os preços e a disponibilidade dos ingressos, levantando questionamentos sobre a legitimidade das transações. Frequentemente, os consumidores se deparam com valores inflacionados em relação aos praticados pelas bilheterias oficiais, gerando percepções de ágio e práticas de especulação.

As consequências para a Viagogo podem incluir a aplicação de multas, a exigência de mudanças em suas práticas comerciais e, em casos mais graves, a suspensão de atividades no território nacional. A decisão final será proferida após a análise detalhada das defesas apresentadas pela empresa e das evidências coletadas pela secretaria.

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A ação da Senacon reflete uma preocupação crescente dos órgãos de defesa do consumidor com o mercado secundário de ingressos, que muitas vezes opera em uma zona cinzenta, beneficiando-se da alta demanda por eventos e da escassez percebida de bilhetes. A intervenção busca coibir abusos e garantir um ambiente de compras mais justo e seguro para todos.

Consumidores que se sentirem lesados pelas práticas da Viagogo ou de outras plataformas similares são encorajados a registrar suas reclamações junto aos órgãos de proteção ao consumidor. Isso fornece dados valiosos para as investigações e auxilia na formulação de políticas públicas mais eficazes para o setor.

Fonte: Poder360

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