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USP Desenvolve Mapa de Isótopos para Coibir Madeira Ilegal na Amazônia

Ferramenta inovadora permite rastrear a origem da madeira e combater o desmatamento.

Redação Cerrado em Foco
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USP Desenvolve Mapa de Isótopos para Coibir Madeira Ilegal na Amazônia

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou o desenvolvimento de um método inovador para combater o desmatamento e o comércio ilegal de madeira na Amazônia. A nova ferramenta, batizada de "mapa de isótopos", utiliza a assinatura geoquímica das árvores para determinar seu local de origem com alta precisão.

Desenvolvido por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP) e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE/USP), o projeto cria um banco de dados robusto da composição isotópica da floresta amazônica. Este banco de dados serve como referência para verificar se uma peça de madeira foi extraída de forma legal e da área declarada.

O processo envolve a coleta de amostras de madeira certificada em diversas regiões da Amazônia. Analisando a proporção de isótopos de elementos como carbono, oxigênio e nitrogênio, os cientistas conseguem estabelecer um "código de barras" químico único para cada local de onde a árvore foi retirada. Essas variações isotópicas são influenciadas por fatores ambientais como o clima, o solo e a altitude.

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Quando uma carga de madeira suspeita é apreendida, amostras são coletadas e sua assinatura isotópica é comparada com o mapa. Se houver divergência entre a origem declarada e a identificada pelo método, é um forte indicativo de ilegalidade. A tecnologia promete ser um grande aliado para órgãos fiscalizadores, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Este avanço representa um passo significativo na proteção da Amazônia, oferecendo uma ferramenta científica para desarticular as cadeias de suprimento da madeira ilegal. Além disso, o mapa de isótopos pode estimular a valorização da madeira com procedência legal, beneficiando comunidades extrativistas e empresas que operam de forma sustentável na região.

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Fonte: Poder360

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