TC-DF bloqueia R$ 2,7 bilhões em bens de ex-dirigentes do BRB


O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) bloqueou até R$ 2,7 bilhões em bens de ex-integrantes da alta administração do BRB (Banco de Brasília), incluindo o ex-presidente Paulo Henrique Costa e outros 4 ex-dirigentes. A decisão foi tomada em caráter cautelar durante sessão reservada realizada nesta quarta-feira (23.set.2026).
Segundo o TC-DF, a medida tem por objetivo resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios apontados em apurações relacionadas a operações conduzidas pelo banco. Os ex-dirigentes têm 30 dias para se manifestar sobre o bloqueio.
A decisão ocorre no âmbito das investigações das negociações entre o Banco Master e o BRB.
De acordo com o Metrópoles, estes são os dirigentes e os cargos que ocupavam:
[INFORMAÇÃO FALTANTE NO TEXTO ORIGINAL, PORTANTO NÃO INSERIDA]
O Tribunal também determinou a conversão do processo em TCE (Tomada de Contas Especial), instrumento voltado à apuração de responsabilidades e de possíveis danos ao patrimônio público. O bloqueio cautelar de bens tem prazo de 1 ano.
A Corte ordenou a instrução prioritária do processo, com o objetivo de avaliar a eventual extensão do bloqueio a outros agentes envolvidos, caso novas evidências confirmem os indícios já apontados.
Foi determinado ainda que o BRB encaminhe, em até 24 horas, relatório de auditoria independente realizada na instituição.
Nelson Antônio de Souza, atual diretor-presidente do banco, também foi convocado para audiência e terá 30 dias para apresentar justificativas sobre o descumprimento de determinação anterior do TC-DF relacionada ao envio de informações.
O BRB tem 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentação sobre os fatos tratados na representação feita pelo Ministério Público de Contas do Distrito Federal.
Em nota ao Poder360, o BRB avaliou como positiva a decisão desta quarta-feira (23.set) e reforçou que a “atual gestão atua de forma diligente na defesa dos interesses da instituição e na recuperação de bens e direitos que entende serem devidos ao banco”.
Afirmou ainda que “a medida fortalece o trabalho já em curso de proteção e recuperação do patrimônio público do Distrito Federal” e que “o banco segue adotando todas as providências cabíveis, em estrita observância à legislação e às determinações judiciais, sempre com responsabilidade, transparência e compromisso com a solidez e a perenidade da instituição”.
O Poder360 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do bloqueio. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Não foi possível encontrar um telefone ou e-mail válido para informar Dario Oswaldo, Robério Cesar, Wily da Silva e Marcelo Talarico sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Fonte: Poder360
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