Nicarágua: Proposta para Mandato Presidencial de 7 Anos Alerta Democracias
Iniciativa do Parlamento, controlado por Daniel Ortega, busca estender de 5 para 7 anos a duração do cargo, abrindo caminho para mais concentrações de poder.

A Nicarágua está no centro das atenções internacionais com uma proposta polêmica para estender o mandato presidencial de cinco para sete anos. A iniciativa partiu do Parlamento nicaraguense, notoriamente alinhado ao governo de Daniel Ortega, e levanta sérias preocupações sobre a saúde democrática do país e o futuro político da região.
A emenda constitucional, cuja tramitação é esperada para ter rápido andamento, permitiria ao mesmo tempo mandatos renováveis, sem limites explícitos de reeleição. Críticos e observadores políticos internacionais interpretam a manobra como uma tentativa de consolidar ainda mais o controle de Ortega e sua família sobre o Estado, garantindo sua permanência no poder por mais tempo do que o previsto pela Constituição atual.
Desde que retornou à presidência em 2007, Daniel Ortega tem sido acusado de erosionar as instituições democráticas, restringir a liberdade de imprensa e perseguir opositores. Sua esposa, Rosario Murillo, é a atual vice-presidente, e a família controla diversas esferas do poder, gerando fortes críticas de organismos internacionais e de defensores dos direitos humanos.
A proposta se soma a um histórico de mudanças constitucionais que fortaleceram a figura presidencial na Nicarágua. A oposição, já fragilizada e com muitos líderes exilados ou presos, tem pouca capacidade de articulação e resistência efetiva a tais alterações, o que pavimenta o caminho para a aprovação da medida.
A comunidade internacional, incluindo organizações de direitos humanos e governos democráticos, observa com apreensão os desdobramentos. A Nicarágua já enfrenta sanções e condenações por violações de direitos humanos e de princípios democráticos, e esta nova iniciativa pode aprofundar ainda mais seu isolamento político e econômico.
Fonte: Poder360
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