Na ONU, Trump pede “isolamento econômico total” do Irã


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), pediu nesta 3ª feira (22.set.2026) que os países se unam para impor o isolamento econômico completo do Irã. A declaração foi feita durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Trump condicionou o fim das pressões a 3 exigências: que o regime iraniano cesse os ataques a embarcações comerciais, abandone as ambições nucleares e interrompa o apoio ao terrorismo.
“Convoco todas as nações a se unirem a nós para impor o isolamento econômico completo do Irã, até que parem seus ataques à navegação comercial, renunciem às suas ambições nucleares e cessem o apoio ao terror”, disse Trump na tribuna da ONU.
O pedido veio depois de Trump descrever uma sequência de operações militares norte-americanas contra a infraestrutura iraniana. Segundo ele, a operação Epic Fury destruiu os 159 navios da Marinha do Irã, que estariam agora “no fundo do mar”, além de ter eliminado a força aérea, os sistemas de radar, os equipamentos antiaéreos e a capacidade de fabricação de mísseis e drones do país. A inflação no Irã, afirmou Trump, supera 300%.
Apesar do tom confrontacional, Trump deixou aberta a possibilidade de negociação. Segundo ele, há uma “grande decisão” a tomar: fechar um acordo que permita ao Irã se reconstruir e se tornar “um dos maiores países do Oriente Médio ou mesmo do mundo”, ou “aniquilar a República Islâmica” rapidamente.
Trump disse acreditar que um acordo será firmado depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, argumentando que não faria sentido para o regime iraniano recusar.
“A única coisa que passa pela minha cabeça é que o Irã jamais terá uma arma nuclear”, afirmou.
Trump relatou que, ao tomar posse, abriu negociações com Teerã, oferecendo cooperação econômica plena em troca do encerramento do programa nuclear e do fim do apoio ao terrorismo, mas o regime recusou. Em seguida, segundo ele, a operação Midnight Hammer destruiu o programa nuclear iraniano.
Depois de uma nova recusa a um acordo, os Estados Unidos conduziram a operação Epic Fury. Mesmo com um cessar-fogo vigente para discussões nucleares, disse Trump, o Irã o violou com ataques terroristas a navios civis de outros países.
O presidente citou a resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenou os ataques iranianos à navegação comercial e afirmou que ela recebeu mais copatrocinadores do que qualquer outra resolução do Conselho de Segurança na história.
Trump classificou o Irã como “o número 1 patrocinador do terror” e descreveu o regime como responsável por décadas de instabilidade no Oriente Médio.
Evocou o ataque de 7 de outubro em Israel, que, segundo ele, foi financiado pelo Irã e matou 1.200 civis, incluindo dezenas de norte-americanos e bebês. Também afirmou que o líder supremo iraniano “celebrou o massacre e o chamou de serviço à humanidade”.
Trump afirmou ainda que o regime matou mais de 72 mil de seus próprios cidadãos neste ano e que 10 mil foram mortos por protestarem.
“Se nos mantivermos unidos, em breve veremos um mundo livre da ameaça de 51 anos do terror iraniano e os preços do petróleo despencarão ainda mais do que estavam no início do conflito”, disse Trump.
O presidente norte-americano também afirmou que a Marinha dos EUA escoltou mais de 1 bilhão de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz, com 22 a 37 navios sendo conduzidos diariamente pelo trecho.
Segundo noticiou a agência Reuters nesta 3ª feira (22.set), o Irã sinalizou que pode reabrir o Estreito de Ormuz em até 7 dias se os Estados Unidos reduzirem sua presença militar na região e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.
Durante a Assembleia Geral da ONU, representantes iranianos receberam autorização para retomar o diálogo com Washington e buscar a volta das negociações diplomáticas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou à NBC que está “aberto a uma reunião com o Irã”, mas disse que não há nenhum encontro agendado.
Fonte: Poder360
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