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Meta fiscal de 2027 é inegociável, diz ministro do Planejamento

Redação Cerrado em Foco•
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Meta fiscal de 2027 é inegociável, diz ministro do Planejamento
Meta fiscal de 2027 é inegociável, diz ministro do Planejamento - imagem 2

Moretti diz que novos anúncios representam menos de 2% da LOA; governo anunciou medidas como o reajuste do Bolsa Família

Bruno Moretti (na imagem) declarou que o Palácio do Planalto defende que qualquer nova despesa ou renúncia de receita seja compatível com o resultado primário Divulgação/Moreira Mariz/Agência Senado - 21.jun.2016 PODER360 19.out.2026 (segunda-feira) - 10h19 Priorize o Poder no Google O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti , declarou que a meta fiscal para o ano de 2027 é inegociável e que o governo não pretende alterar as regras fiscais nem a trajetória de resultado prevista na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). A informação consta em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta 2ª feira (19.out.2026).

“ A meta é inegociável. […] Não vamos de jeito nenhum [mandar mensagem modificativa da meta]. É um compromisso, claro. Em hipótese alguma [mudaremos], o nosso ajuste é na receita e na despesa ”, disse Moretti.

Segundo o ministro, as medidas e os anúncios recentes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comprometem o planejamento fiscal. No 2º semestre de 2026, dentre outras medidas, o governo anunciou o reajuste de 15% no valor do benefício do Bolsa Família e lançou o Desenrola Brasil 3 , voltado para a compra de dívidas pela União com descontos de até 90% na renegociação. Também foi criada uma linha de renegociação para MEIs (microempreendedores individuais).

“ Produzir essa imagem de que o orçamento de 2027 requer uma reestruturação completa não faz o menor sentido ”, afirmou Moretti. Segundo ele, o volume dessas medidas representa menos de 2% do total de receitas e despesas da LOA (Lei Orçamentária Anual) e não exige reestruturação orçamentária. Afirmou ainda que o teto de gastos do arcabouço fiscal será mantido sem mudança de regras.

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Se a arrecadação de receitas ficar abaixo do esperado, o ministro disse que o governo trabalhará com despesas abaixo do limite para garantir o cumprimento da meta.

Moretti declarou que o Palácio do Planalto defende que qualquer nova despesa ou renúncia de receita seja compatível com o resultado primário. Disse que o financiamento da tarifa zero nos fins de semana, por exemplo, é proposto por meio de remanejamento de emendas parlamentares.

Já a acomodação dos novos gastos com o Bolsa Família utiliza a margem aberta pela redução projetada em outras despesas obrigatórias. “ Não desrespeitamos regra fiscal para criar benefício, nem nada ”, declarou o ministro.

A meta fiscal do governo federal para 2027 é de superavit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a cerca de R$ 73,2 bilhões.

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Fonte: Poder360

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