Segurança

Governo do Rio exonera comissionados em autarquia investigada por desvios

Mudanças no Instituto Rio Metrópole após operação do MPRJ buscam reestruturar gestão sob nova coordenação.

Redação Cerrado em Foco
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Em resposta a uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que revelou indícios de desvio de mais de R$ 80 milhões, o Governo do Rio de Janeiro exonerou 30 ocupantes de cargos comissionados no Instituto Rio Metrópole (IRM). A medida, anunciada nesta quarta-feira, inclui a nomeação de novos diretores em substituição aos ex-gestores presos e outros que foram desligados da autarquia.

A reestruturação do IRM, que ocorreu também com a nomeação de Roberto Lisandro Leão para a presidência interina, visa restaurar a credibilidade da instituição. Leão, que acumula as funções de secretário de Estado de Governo e secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), está à frente das iniciativas para sanear a entidade.

Além das exonerações e substituições, o governo determinou a suspensão imediata do pagamento de todos os contratos em andamento. Essa paralisação permanecerá até a conclusão de uma auditoria interna detalhada. Um grupo de trabalho, composto por integrantes do próprio IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), terá 30 dias para analisar os contratos e apresentar suas conclusões, garantindo transparência e correção dos processos.

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O MPRJ denunciou 11 pessoas à Justiça, incluindo o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", e Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos. As acusações abrangem crimes como organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, os desvios ocorreram por meio de "contratos milionários" firmados entre julho de 2022 e maio de 2023.

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, lamentou a situação, afirmando que há um "ambiente institucional voltado à corrupção" no estado. Ele enfatizou que estruturas estatais que deveriam servir ao cidadão foram cooptadas por criminosos, transformando-as em "antros de corrupção". Moreira destacou, contudo, que o momento atual de cooperação entre as instituições favorece o combate a essas irregularidades, visando a recuperação da confiança pública.

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Fonte: Agência Brasil - Geral

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