Gilmar Mendes defende Gonet e critica André Mendonça por 'pixuleco eleitoral'
Ministro do STF repreende colega por declaração sobre indicação à PGR e comparações com Lava Jato.


Em uma sessão marcante da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes se posicionou veementemente contra declarações de seu colega, André Mendonça. O foco da discórdia foi a indicação do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a forma como Mendonça abordou o tema publicamente.
Mendes classificou as afirmações de Mendonça como uma 'injusta mancha' à honra de Gonet, destacando que o procurador-geral não merecia a forma como foi tratado. A controvérsia surgiu após Mendonça ter feito comentários durante um evento em Harvard, nos Estados Unidos, onde supostamente comparou a nomeação de Gonet a práticas da Operação Lava Jato, utilizando a expressão 'Lava Toga' e 'pixuleco eleitoral'.
O decano do STF expressou seu repúdio, afirmando que a retórica empregada por Mendonça configurava 'baixo calão' e 'invenções', que não condizem com a seriedade e o decoro esperados de um membro da mais alta corte do país. Ele ressaltou a reputação ilibada de Paulo Gonet, um jurista com décadas de serviço público, para justificar a defesa contundente.
Durante o pronunciamento, Gilmar Mendes fez questão de diferenciar as atuações dos ministros do STF em questões políticas e jurídicas. Ele sugeriu que as declarações de André Mendonça poderiam ter motivações políticas, ou até mesmo eleitorais, dado o teor das críticas e a escolha das palavras.
O embate verbal entre os dois ministros revela tensões internas na Corte e acende um alerta sobre a forma como debates públicos envolvendo instituições e seus membros são conduzidos. A postura de Mendes indica uma tentativa de proteger a imagem da instituição e de seus membros de ataques que ele considera infundados e desonrosos.
Fonte: Poder360
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