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GDF

Dívida Pública Federal Alcança R$ 9,27 Trilhões em Junho

Aumento de R$ 235,7 bilhões no mês reflete emissões de títulos e juros

Redação Cerrado em Foco
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Dívida Pública Federal Alcança R$ 9,27 Trilhões em Junho

A Dívida Pública Federal (DPF), que engloba os endividamentos interno e externo do Brasil, alcançou R$ 9,27 trilhões em junho, um acréscimo de R$ 235,7 bilhões em relação a maio. Os dados divulgados pelo Tesouro Nacional na manhã desta quarta-feira (26) revelam que esse crescimento mensal representou uma alta de 2,61% no estoque total.

O principal vetor para essa elevação foi a emissão líquida de DPF, que contribuiu com R$ 137,8 bilhões. Isso significa que o governo emitiu mais títulos da dívida do que resgatou no período. Complementarmente, a apropriação de juros, ou seja, o reconhecimento dos juros a serem pagos sobre a dívida existente, adicionou R$ 97,9 bilhões ao montante.

Detalhadamente, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que representa a maior parte do endividamento brasileiro e é composta por títulos negociados no mercado doméstico, encerrou junho em R$ 8,82 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe), contratada por meio de empréstimos e títulos no mercado internacional, somou R$ 447,2 bilhões, correspondendo a US$ 82,92 bilhões.

No que tange aos vencimentos, 11,85% do total da DPF, equivalente a R$ 1,12 trilhão, deverá ser pago nos próximos 12 meses. O prazo médio de vencimento da dívida manteve-se em 4,05 anos, indicando a duração até a quitação média dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.

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A composição dos títulos também apresentou movimentações. Os títulos remunerados pela taxa Selic, indexados à taxa básica de juros, representavam 42,95% do total da DPF. Já os títulos prefixados correspondiam a 23,24%, e os títulos atrelados à inflação (IPCA), a 26,90%. As operações cambiais, por sua vez, respondiam por 6,91% da dívida.

Esses números sinalizam os desafios contínuos na gestão fiscal do país, com o Tesouro Nacional buscando equilibrar as necessidades de financiamento do governo com a estabilidade macroeconômica. O cenário de juros elevados e a necessidade de financiar o orçamento público são fatores que influenciam diretamente a trajetória da DPF.

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Fonte: Poder360

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