Ditador Alfredo Stroessner: 17 anos de exílio e luxo no Lago Sul
Após deposto no Paraguai, ex-presidente viveu na capital brasileira sob asilo político até sua morte em 2006.

Alfredo Stroessner, ditador que comandou o Paraguai por 35 anos, encontrou refúgio em Brasília após ser deposto em 3 de fevereiro de 1989. O Brasil concedeu-lhe asilo político, permitindo que o ex-presidente vivesse na capital federal por quase duas décadas, até sua morte em 2006.
A chegada de Stroessner a Brasília ocorreu em meio a um contexto de transição democrática na América Latina. Sua queda do poder marcou o fim de um dos regimes autoritários mais longevos do continente, com a ascensão do general Andrés Rodríguez.
Durante seu exílio, Stroessner residiu em uma imponente mansão no Lago Sul, área nobre da cidade, mantendo uma existência discreta e longe dos holofotes. Apesar da presença do controverso político, sua rotina na cidade não gerava grandes repercussões na imprensa local, salvo por ocasiões específicas.
A vida do ex-ditador na capital brasileira foi marcada por uma relativa tranquilidade, em contraste com o regime de mão de ferro que impôs em seu país de origem. A concessão de asilo pelo governo brasileiro na época gerou debates, mas foi justificada por questões diplomáticas e humanitárias.
Stroessner faleceu em 16 de agosto de 2006, aos 93 anos, vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia, encerrando sua longa estadia no Brasil. Seu corpo foi posteriormente trasladado para o Paraguai, onde foi sepultado.
Fonte: Metrópoles - DF
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