Colégio Militar: Família de aluno agressor alega bullying sofrido por anos
Defesa argumenta que estudante foi vítima de ataques racistas e body shaming antes de reagir no colégio de Planaltina.

A agressão ocorrida no Colégio Militar Dom Pedro II, em Planaltina, onde um aluno foi filmado agredindo outro, ganhou um novo desdobramento com a defesa do agressor alegando que o adolescente era, na verdade, uma vítima de bullying contínuo. Segundo a família, as provocações e humilhações vinham ocorrendo há anos, culminando no violento episódio registrado em vídeo.
Advogados do estudante, que tem apenas 13 anos, afirmam que ele era alvo constante de ofensas racistas e comentários vexatórios sobre sua aparência física. Essas agressões verbais e psicológicas teriam gerado um ambiente de sofrimento para o jovem, que teria reagido após uma série de provocações no dia da briga.
O incidente no colégio militar gerou grande repercussão e levantou preocupações sobre a segurança e o combate ao bullying nas instituições de ensino. A Corregedoria do CBMDF (Corpo de Bombeiros Militar) informou que as punições cabíveis aos envolvidos serão aplicadas, e que a apuração completa dos fatos está em andamento.
Por sua vez, o Comando da Polícia Militar reforçou seu compromisso em manter um ambiente escolar seguro e saudável. A instituição enfatiza que não tolera atos de violência e que todas as medidas disciplinares previstas no regimento serão tomadas, visando coibir condutas agressivas e promover a cultura de paz.
Este caso sublinha a complexidade das relações interpessoais no ambiente escolar e a urgência de programas eficazes para identificar e combater o bullying. A narrativa da família do agressor muda a percepção inicial do ocorrido, trazendo à tona a necessidade de investigar o contexto completo que levou à briga.
Autoridades e a comunidade escolar são desafiadas a aprofundar o debate sobre como prevenir a violência e o assédio, tanto físico quanto psicológico. O desfecho dessa investigação poderá influenciar a forma como as escolas lidam com situações de bullying e suas consequências, buscando soluções que vão além da punição e focam na reeducação e no bem-estar estudantil.
Fonte: Metrópoles - DF
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